Meu dia-a-dia...October 4, 2006 3:50 pm

8 - TE AMO Ó DEUS
(letra & música: Cristiano Batiston / Min. Filhos do Homem)

C Am7
Te amo ó Deus da minha Salvação
F
Não há na terra ou nos céus
G
Rei maior que o meu
C Am7 F
Te amo ó Deus, príncipe da minha paz
G
Senhor do meu viver.

C Am7 F
Eu te amo, eu te amo, eu te amo
G
Eu te amo ó Deus

C G/B Am7
Vou olhar em Teus olhos
G F
Vou jogar-me em Teus braços
G
Como criança me gira no ar
C G/B Am7
Este é o instante que eu espero
G F
Este é o momento que eu mais quero
Dm7 G C
A hora de Te encontrar.

Meu dia-a-dia... 3:27 pm

Parece-me que a ânsia de encontrar a Alma Gêmea tem se tornado, cada vez mais, desenfreada. Homens procuram incessantemente uma mulher que os complete, que os tornem mais inteiros; no entanto, negam esse desejo e se perdem em meio aos seus próprios paradoxos, às suas próprias contradições. Da mesma forma, mulheres procuram, todo tempo, por um homem que lhes faça felizes, que as tornem mais plenas e que dê um sentido mais belo para suas vidas. Mas também aprenderam a mascarar esse desejo e a se conformarem com relações superficiais, passageiras, que não as levam a nada e também não acrescentam nada… E perdidos e confusos por suas contradições internas, homens e mulheres não percebem que o caminho é óbvio, mas que o óbvio é, geralmente, mais difícil de ser compreendido do que o complexo.

Nossas mentes se acostumaram às questões complexas, cheias de “senão” e “porquê”. Quando precisamos lidar com o óbvio, o simples, não conseguimos chegar a uma conclusão. Sabe por que? Porque o simples não tem explicação; necessita apenas de sentimento. Não fomos treinados para sentir. Quem sente é considerado tolo, mole, sem juízo. Inteligente e perspicaz é quem tem habilidade para pensar!

Tolice, bobagem! Somos seres feitos para pensar e sentir, na mesma proporção; mas como temos vivido durante séculos voltados para o pensamento, neste momento precisamos urgentemente de homens e mulheres capazes de sentir. O planeta está carente de sentimento, de simplicidade, de amor!

E é exatamente essa ansiedade que criamos em torno da busca por nossa Alma
Gêmea que torna o caminho sempre mais desconhecido do que poderia e deveria ser.

O caminho me parece óbvio. Não fácil, mas óbvio! O próprio nome revela o segredo; preste atenção: alma gêmea…

Se aparecesse alguém em sua vida e lhe dissesse que você tem um irmão gêmeo e que vocês se formaram numa única placenta, o que você tomaria como base para encontrá-lo? Certamente, levaria em conta o fato de serem muito parecidos fisicamente e lançaria mão do conhecimento que você tem de seu próprio rosto, de seus próprios traços, de seu próprio corpo. Esses dados você já tem, pois passou a vida inteira se olhando no espelho, não é?! Se uma manchinha estranha aparece em sua coxa direita, imediatamente você percebe, pois está em constante contato com o seu corpo…

Somente a partir de então sairia à procura desse irmão, não estou certa? Isso é óbvio! A gente só procura algo do qual já se tem alguma informação. Suponhamos que você seja incumbido de encontrar uma pessoa desaparecida. A primeira coisa que você vai pedir é uma foto dessa pessoa. É claro! É óbvio!

Mas, no nosso caso, estamos em busca de nossa Alma Gêmea, ou seja, estamos em busca de uma alma e as almas, até onde eu sei, não têm forma definida, não têm cor de pele, enfim, não têm as mesmas características de um corpo físico.
Portanto, não podemos saber, antecipadamente, se nossa Alma Gêmea está num corpo branco ou moreno, alto ou baixo, gordo ou magro, de cabelos lisos ou cacheados, enfim, não temos informações sobre o corpo de nossa Alma Gêmea, mas ainda assim podemos ter informações preciosas sobre a alma dessa pessoa. Claro! Ela é gêmea da nossa!!! Bidu!
Sendo assim, creio que só existe um caminho que nos leva a esse encontro, ao encontro de nossa Alma Gêmea: o de dentro, o que nos leva ao profundo e verdadeiro conhecimento de nossa própria alma. E se você não acredita nisso, pense: o caminho é absolutamente lógico: como você poderá reconhecer uma alma que é gêmea da sua se você nem olha para a sua alma, se você não está interessado em conhecer os cantos mais preciosos e ricos de sua própria alma. O reconhecimento é impossível!

O mapa do tesouro está em cada um. Ao invés de sair por aí carregando ansiedade, leve informações seguras, leve dados claros e precisos. Ao invés de sair pela vida desembestado e inconsciente em busca de alguém que não se sabe nada a respeito, o melhor e mais inteligente é, antes, colher dados que permitam identificar esse alguém. E só há uma maneira de fazer isso: conhecendo a si mesmo!

O autoconhecimento é a única ferramenta eficaz para que o encontro seja certeiro. Estamos falando de nossa metade… de alguém cuja alma tem muita semelhança com a nossa…
Você pode estar pensando que já conheceu muitas pessoas parecidas com você no que se referia ao jeito de pensar, de agir e de ser, ou seja, pessoas que tinham a alma com características semelhantes à sua. No entanto, essas são características fáceis de se perceber. Com pouco tempo de convivência, podemos notar tais semelhanças ou diferenças; e eu disse, antes, que o caminho é óbvio, mas nem por isso, fácil.

Conhecer a própria alma não é tarefa para alguns dias ou meses. É tarefa, em princípio, para a vida toda. Estamos em constante transformação, evolução, aprendizagem e assimilação. Conhecer a própria alma exige muito mais do que uma percepção superficial.
Genericamente falando, muitas pessoas são semelhantes, mas quando conhecemos alguém e, principalmente, a nós mesmos profundamente, com interesse e amor, podemos descobrir a magia da exclusividade. Não existe ninguém igual a ninguém, nem mesmo os gêmeos, nem mesmo as almas gêmeas. Cada qual carrega em si algo de individual, de particular, de ímpar.

Na verdade, o que buscamos numa alma que seja gêmea da nossa é um nível superior de semelhanças, é alguém que, apesar de viver sua singularidade, olha na mesma direção que a gente, caminha com ritmo e intenções semelhantes às nossas.
Sendo assim, nessa busca serão necessários sensibilidade, doação de si mesmo e, acima de tudo, percepções livres de preconceitos e prejulgamentos. Talvez, a busca leve muito mais tempo do que gostaríamos. Conhecer a nossa própria alma já é trabalho que exige muita dedicação e empenho; um trabalho que, muitas vezes, nos causará angústias, decepções, dores e amadurecimento.
Quando nos comprometemos com o autoconhecimento, encaramos de frente todas as nossas características e isso inclui os defeitos, aquilo que faz parte de nós e que, na maioria das vezes, preferimos ignorar, esquecer…

Somos seres de luz e de sombra e, segundo a minha metade, o meu amor, quanto maior for a nossa luz, maior será a nossa sombra. E o grande segredo não é excluir nossa sobra, pois além de impossível, isso significaria abrir mão também de nossa luz, isto é, uma não pode existir sem a outra, simplesmente pelo fato de sermos humanos.
O grande segredo é conhecermos e acolhermos a nossa sombra. Somente assim, poderemos agir com sabedoria quando esta sombra vier à tona; somente assim, poderemos transformar a sombra em luz…

Muitas vezes, apontamos determinado comportamento em alguém como um defeito insuportável, mas não somos capazes de perceber que também somos assim… que também temos defeitos que, ao olhos de alguém, podem parecer insuportáveis.
Você pode até estar ao lado de sua Alma Gêmea, mas caso você não se dê conta disso, as chances de conseguir manter esse relacionamento podem estar seriamente comprometidas. É somente quando conseguimos compreender a nós mesmos e nos perdoarmos e nos amarmos que podemos realmente compreender, perdoar e amar o outro.
Ninguém poderá, de fato, amar e aceitar e conviver com uma alma gêmea se, bem lá no fundo, não suporta ficar a sós consigo mesmo, não consegue viver com harmonia e paz interior.

Acredito que uma das formas mais comuns que escolhemos para não entrarmos em contato com nossa alma e, consequentemente, com nossa sombra e nossas “podridões pessoais”, seja falando. Algumas pessoas chegam a Ter uma espécie de compulsão para falar. Falam, falam e falam o tempo todo… Quem muito se explica e muito se justifica é porque não está conseguindo convencer nem a si mesmo.

A convivência entre um ser humano e o silêncio é, provavelmente, uma das mais difíceis. As palavras são mestras, mas o silêncio é luz, é poder, é sabedoria! Mas não estou falando do silêncio que leva a nossa mente a um turbilhão de pensamentos. Falo do silêncio que nos coloca em contato com nosso interior: aquele momento em que focamos nossa mente numa determinada atitude, num determinado diálogo que tivemos com alguém… aquele momento em que nos sentimos genuinamente felizes ou profundamente tristes ou arrependidos.

É este o caminho do autoconhecimento; é esta a essência da busca: quando somos capazes de sorrirmos para nós mesmos… ou quando choramos por dentro… mesmo que as lágrimas não surjam, sabemos que elas brotaram na alma… São momentos como esses que devem ser cultivados e valorizados. Precisamos dessa avaliação pessoal e tão valiosa para o crescimento e o conhecimento da alma.

Quem está realmente interessado em encontrar sua Alma Gêmea sabe que as almas gêmeas existem porque foram, num determinado momento, divididas para que pudessem evoluir. Evolução! Você tem se empenhado em evoluir?!? Você sabe o que significa evoluir no sentido anímico?
É uma evolução que acontece independentemente do dinheiro que temos ou daquele que gastamos, da posição social na qual estamos inseridos, do cargo que ocupamos no emprego, enfim, independe de qualquer status. A evolução da alma pode acontecer no local mais pobre e sem recursos que você já tenha visto, porque o que mais temos visto nesse mundo de desigualdades sociais são almas miseráveis rodeadas de luxo e almas muitíssimo evoluídas vivendo na pobreza, sem grandes acúmulos materiais.
Os bens materiais podem (eu disse PODEM) ser facilitadores para a evolução, mas até para isso, é preciso que ante, haja nobreza na alma de quem ganha esse dinheiro. Caso contrário, ele só servirá para tornar essa pessoa materialista, fria, egoísta e perdida em si mesma. Porque o dinheiro pode destruir a alma daqueles que nunca foram capazes de olhar para dentro de si, para aqueles que não desenvolveram sua espiritualidade e terminaram acreditando que tudo o que realmente importa está fora, está nas coisas, nas posses e nos valores que acumularam ao longo de suas vidas.
Por outro lado, existem muitas almas que conseguem evoluir ainda mais rapidamente justamente porque enxergam a dor e a tristeza que há na pobreza e nas injustiças como um caminho para o enriquecimento interior.

Leo Buscaglia, em seu livro Vivendo, Amando e Aprendendo (o que eu mais gosto), escreveu: “Primeiro as pessoas. Depois as coisas.”
Vemos tanta gente se importando antes com as coisas e depois com as pessoas, não é? Vemos tantos casais jurando que se amam e, depois de algum tempo, praticamente se engolindo por causa das coisas que juntaram, numa
briga insana pela divisão de bens…
o caminho é pessoal. Cada um tem seu jeito próprio de enxergar as situações, interpretá-las e usá-las - ou não - em prol de si mesmo. O que pode comover você, talvez não comova a mim, e vice-versa. Mas a verdade é que evolução não se trata de magia ou sorte ou destino, nem sequer de opção religiosa ou conhecimentos teóricos. Talvez esses sejam detalhes que atuem a favor da evolução, mas não determinantes.
Jesus Cristo é um ótimo exemplo para esta verdade. Um Mestre que viveu toda a sua vida num vilarejo, rodeado de humildade e trabalho. Nunca cursou uma universidade, nunca se distanciou da cidade onde nasceu, nunca escreveu um livro e nunca se apossou de nada que não fosse a sua própria fé. E nunca, em nenhum tempo da história, um homem influenciou tão poderosamente a vida da humanidade. Depois de mais de 2 mil anos de sua passagem pela Terra, todo o planeta está, de uma forma ou de outra, tocado por esta vida singular…

Mas, enfim, a escolha é de cada um. Eu posso compreender que sou um ser humano exclusivo (diferente de todos os que já existiram, existem e irão existir) em busca de uma Alma Gêmea que, embora tenha muitas características parecidas com as minhas, também é um ser humano exclusivo e tem sua individualidade que merece absoluto respeito.
E, sendo assim, posso me concentrar em mim mesma e tentar crescer e conhecer mais sobre mim a cada dia. Ou eu posso - a escolha é minha, e só minha - passar a vida inteira me comparando com outras pessoas e reclamando das chances que perdi e das oportunidades que a vida não me deu e das vantagens que não me ofereceram…

É, talvez seja mais fácil culpar as pessoas e o mundo pelo que não somos capazes de conquistar, mas definitivamente essa escolha não nos levará à nada e nem à lugar nenhum, muito menos à nossa Alma Gêmea; a menos que essa nossa metade esteja tão estagnada quanto nós… e aí, as únicas “preciosidades” que teremos para compartilhar são sentimentos e sensações como frustração, derrota, falta de coragem, acomodação e covardia.
Mas o que acontece, geralmente, com pessoas desse tipo, que vivem constantemente criticando o que o mundo lhes tem oferecido, sempre julgando que mereciam mais do que têm, é que, caso tenham a “sorte” de encontrar uma Alma Gêmea que poderia lhes tirar dessa espécie de paralisia, julgam-na muito pouco, acreditam que as Almas Gêmeas dos outros são melhores e mais interessantes que a sua…

Viver e Ser não é uma questão melhor ou pior, de certo ou errado… É uma questão de equilíbrio, de sensibilidade e de respeito por si mesmo e, consequentemente, pelo outro.
Temos duas (somente duas) alternativas: OU assumimos o que somos, tomamos as rédeas de nossas vidas e fazemos alguma coisa para nos conhecermos muito bem e evoluirmos um pouquinho que seja a cada dia de nossa vulnerável e efêmera existência aqui na Terra, atuando de fato sobre nossa própria Alma OU permanecemos a deriva do tempo, lamentando o que não nos acontece e simplesmente deixando a vida passar, como se a felicidade fosse uma espécie de surpresa ou presente que, algum dia, talvez, alguém nos venha entregar, em nossa porta, sem que nada precisemos fazer para merecê-la…
Mas certamente, qualquer que seja a nossa escolha, o tempo não nos espera; ele não diminui o seu ritmo e muito menos pára, até que tenhamos condições de acompanhá-lo. Porque, na verdade, todos nós já nascemos com as condições necessárias para acompanhá-lo…
E, mais cedo ou mais tarde, todos nós perceberemos a constante atuação dele sobre nossas vidas! Da mesma forma que nossas rugas poderão significar boas lembranças, satisfação de realização e gratidão por essa maravilhosa oportunidade de ter estado aqui, poderá significar desespero, arrependimento e um amargo sabor de derrota…

Ninguém pode escolher pelo outro. A escolha é pessoal e intransferível. Depende exclusivamente de cada um. Eu sugiro que você faça a sua escolha imediatamente e que possa, sinceramente, estar consciente dela!

Meu dia-a-dia... 2:52 pm

Que a sinceridade e a transparência numa relação são fundamentais, a gente sempre soube. Entretanto, eu mesma já defendi os casos em que algumas verdades são desnecessárias.

Não mudei de opinião, mas terei de – da mesma forma – defender as ocasiões em que, apesar de dolorosas e difíceis, algumas verdades são imprescindíveis e ajudam muito na compreensão dos sentimentos e na escolha de caminhos e atitudes.

É comum a gente se perder em “achismos” e, assim, formatar percepções que não correspondem com a realidade dos fatos e, especialmente, dos sentimentos. Algumas vezes, a gente acha que o outro sente ou pensa de determinada maneira, mas quando se abre para ouvir o que ele realmente sente e pensa, descobre que estava lidando com enganos e ilusões.

Claro que para se chegar a ‘conclusões’ mais consistentes (ainda que no amor nada seja definitivo e tudo possa ser transformado) é preciso que a comunicação entre um casal seja clara, sincera, amigável e absolutamente respeitosa. Aliás, somente a partir destas condições é que uma verdade deveria ser dita.

Sei também que as palavras são extremamente limitadas diante de tudo o que compõe o amor, seja o que está aflorado e perceptível ou o que está adormecido e imperceptível. Mas se são as palavras que mais nos aproximam da clareza, que possamos encontrar nelas ao menos uma direção a partir do que percebemos.

O ‘problema’ é que nem sempre é bom ouvir uma verdade. Pelo contrário, pode ser tão difícil que, na maioria das vezes, preferimos não ouvi-la. De algum modo, deixamo-nos enganar com possibilidades fantasiadas e ignoramos o óbvio.

A verdade está bem debaixo dos nossos olhos, mas nos recusamos veementemente a enxergá-las. Adiamos o quanto conseguimos, até que chega o dia em que não dá mais para disfarçar: doa o quanto tiver de doer, é preciso encará-la, ouvi-la, digeri-la.

A sensação é de que fomos nocauteados, de que levamos um baita soco na boca do estômago; mas ainda assim estou certa de que algo de muito bom existe no meio desta decepção, desta grande desilusão: a possibilidade de pegar o próximo retorno, mudar a direção e começar tudo de novo, apostando num novo caminho.

Nem sempre este novo caminho significa uma nova pessoa. Algumas vezes, há espaço para continuar apostando na força do amor. Porém, noutras vezes, um novo caminho significa realmente o fim de uma relação, de um encontro, de uma possibilidade. Porque, enfim, acredito que diante dos sentimentos sempre existe uma chance, mas diante da ausência deles, o que fazer?

Creio que esta seja a verdade mais dolorida: a ausência de sentimento, seja porque acabou ou porque nem nunca existiu. E diante do nada, não há como tentar, não há nada para resgatar. Está acabado.

Se você se vê agora diante de uma verdade como esta – dolorida, mas imprescindível – posso imaginar o quanto esteja confuso, perdido e sem saber como lidar com o eco que ocupa sua mente e seu coração.

Reagir imediatamente pode não ser possível e não há nada de mal nisso. Assim, prefira o silêncio e a quietude até que você consiga elaborar um modo de lidar com o que está sentindo agora… Acredite: a resposta vem quando a gente se disponibiliza a encontrá-la, a refletir e esperar que ela chegue.

E aí, será o momento de fazer a sua escolha. Mais do se preocupar com as chances de erro e acerto, concentre-se em seu coração e seja fiel aos seus sentimentos. Desta maneira, esteja certo de que terá feito o seu melhor!

E quanto ao que não percebemos, restam-nos olhares, suspiros, sorrisos, toques, sensações, lágrimas, silêncios e entrelinhas que muito podem revelar, principalmente quando as palavras ainda não são capazes de traduzir o que vai dentro da gente.

É… eu sei, são muitos detalhes a serem considerados quando o que está em pauta é uma escolha tão importante, é o caminho pelo qual segue o seu coração, é a direção do seu presente, fator determinante para o seu futuro.

Portanto, o que fazer quando uma verdade dói?

Meu dia-a-dia... 2:50 pm

Todo ser humano anseia pela felicidade. Esta é uma verdade inquestionável. Entretanto, o conceito de felicidade pode ser diferente para cada um de nós. Para alguns, felicidade se resume apenas em ter dinheiro e segurança material. Para outros, a felicidade se resume à realização afetiva, e sem isso, ela se torna impossível.

Outros, ainda, identificam a felicidade como um estado de bem-estar físico e emocional. È óbvio que saúde física é um requisito importante para a sensação de bem-estar que costumamos chamar de felicidade.

Curiosamente, porém, encontramos pessoas que, mesmo tendo problemas de saúde ou deficiências no corpo físico, são capazes de extrair da vida motivos para se sentirem felizes. E há aquelas que, mesmo vivendo em dificuldades financeiras são capazes de extrair de coisas simples motivos para sentir alegria.

Não resta dúvida de que algumas pessoas têm uma vida extremamente difícil, e para elas alcançar a felicidade é um grande desafio. Porém, se encararmos nossa vida como um conjunto de fatos que foram gerados por nossas próprias atitudes, nesta ou em outras vidas, poderemos abandonar a postura de vítimas do destino e encarar com realismo o papel que nos cabe, para alcançar o estado de felicidade que tanto almejamos.

“CRIATIVIDADE
O caminho da felicidade

…. Seja feliz, respeite a felicidade, e ajude as pessoas a entenderem que a felicidade é a meta da vida Satchitanand: os místicos orientais dizem que Deus tem estas três qualidades: Ele é sat: Ele é verdadeiro, existencial. Ele é chit: consciência, percepção. E, finalmente, o pico mais alto, é anand: felicidade. Onde há felicidade, há Deus.

Sempre que você vir uma pessoa plena de felicidade, respeite-a, ela é sagrada. E sempre que encontrar um grupo que se sente feliz e festivo, veja esse lugar como sagrado.

Temos que aprender uma linguagem totalmente nova, só assim esta velha e pobre humanidade pode ser mudada. Temos que aprender a linguagem da saúde, da totalidade, da felicidade. Vai ser difícil porque são grandes os nossos investimentos. Por isso é tão difícil ser feliz e tão fácil ser miserável.

… A felicidade precisa de talento, gênio e criatividade. Só as pessoas criativas podem ser felizes. Que isto penetre fundo em seu coração: só as pessoas criativas são felizes. A felicidade é um subproduto da criatividade. Crie alguma coisa e você será feliz. Crie um jardim, faça-o florir, e alguma coisa florescerá em você.

Crie uma pintura, e conforme ela for se desenvolvendo, algo começará a se desenvolver em você. Quando a pintura acabar, quando você der os últimos retoques, verá que não é mais a mesma pessoa. Está dando os últimos retoques em alguma coisa que é muito nova em você mesmo.

Escreva um poema, cante uma canção, dance uma música e veja: você começa a se sentir feliz… Deus só lhe deu esta oportunidade para ser criativo: a vida é a oportunidade para ser criativo. Se você for criativo será feliz.

… É preciso inteligência para ser feliz, e as pessoas são ensinadas a não serem inteligentes. A sociedade não quer que a inteligência floresça. A sociedade não precisa de inteligência; na verdade, sente medo dela. A sociedade precisa de pessoas estúpidas. Por que? Porque os estúpidos são Sannyas manipuláveis.

As pessoas inteligentes não são necessariamente obedientes – podem obedecer, podem não obedecer. Mas a pessoa estúpida não desobedece; está sempre pronta a ser comandada. A pessoa estúpida precisa de alguém para comandá-la, porque não tem inteligência para viver por si mesma. Quer alguém para dirigi-la; busca os seus próprios tiranos.

… A pessoa inteligente é rebelde: inteligência é rebeldia. A pessoa inteligente decide por si mesma se diz sim ou não. A pessoa inteligente não pode ser tradicional; não fica adorando o passado, não há no passado nada para venerar.

A pessoa inteligente quer criar um futuro, e quer viver no presente. Viver no presente é sua maneira de criar o futuro. A pessoa inteligente não se prende ao passado morto, não carrega cadáveres. Por mais belos que possam ser, por mais preciosos, ela não carrega cadáveres. Põe um fim no passado; ele se foi para sempre.

… O homem só pode ser feliz se for inteligente, totalmente inteligente. A meditação é um truque para liberar a inteligência. Quanto mais meditativo você se tornar, mais inteligente será.

Mas lembre-se, por inteligência não quero dizer intelectualidade. A intelectualidade faz parte da estupidez. A inteligência é um fenômeno totalmente diferente, não tem nada a ver com a cabeça. A inteligência é algo que vem de seu próprio centro.

Ela cresce em você e, com ela, muitas outras coisas começam a crescer. Você se torna feliz, torna-se criativo, torna-se rebelde, torna-se aventureiro, começa a gostar da insegurança, começa a mover-se para o desconhecido. Começa a viver perigosamente, porque essa é a única maneira de viver.

… Só andando no desconhecido, você cria o caminho. O caminho já está aí; caminhando você o cria. Para as pessoas estúpidas existem grandes rodovias onde se move a massa: Há séculos e séculos essas pessoas têm se movido e não vão a lugar nenhum, andam em círculos. Mas têm o conforto de estarem com muita gente, de não estarem sós.

A inteligência lhe dá coragem para estar só, e inteligência lhe dá a visão para ser criativo. Uma grande urgência, um grande apetite pela criatividade surge em você. E só então, como conseqüência, você pode ser feliz, pode estar pleno de graça”.

OSHO, da série “O livro da sabedoria II”

Meu dia-a-dia... 2:49 pm

Na dinâmica da conquista, há que se cuidar para não ignorar o tênue limite entre agradar o outro e desagradar a si mesmo. É preciso aprender a encontrar o equilíbrio, cedendo e se impondo simultaneamente, num ritmo saudável e evolutivo.

Claro que uma relação não é resultado de uma equação matemática, mas também não pode acontecer tão inadvertidamente, sem que se note a descompensação que tem acabado com tantos casamentos de forma tão recorrente.

Só um cede, só um se dá e, assim, ocupam lugares extremados e insatisfatórios na relação. Um só provê e o outro só usufrui. Valendo ressaltar que não há culpados ou inocentes, já que, por mais que reclamem, ambos aceitam o lugar ocupado e agem de modo a reforçá-lo.

É possível, portanto, que ao tentar agradar o outro, você perca a dimensão do ‘nós’ e termine considerando apenas os desejos dele. Afinal, você deseja tanto manter o prazer descoberto na dinâmica anterior que pode interpretar equivocadamente esta fonte.

Tudo de bom que for vivido é resultado da interação entre os dois e não mérito somente de um. É a alquimia que proporciona o prazer e não o individualismo em detrimento da dedicação mútua.

Se o desequilíbrio acontecer, você termina abrindo mão de seus desejos para deixar que o outro exerça a vontade de forma soberana. Deixa-o decidir aonde ir e o que fazer porque se omite.
Se você tem medo de se mostrar, porá fim a qualquer possibilidade de vínculo e cumplicidade. Não abra mão de suas vontades e nem vista a carapuça da submissão.

Seja maduro o suficiente para ser você e estará evitando que um grande buraco seja cavado em sua relação, porque quando isso acontece, as conseqüências desastrosas são inevitáveis.
Na próxima dinâmica, veja como seduzir também a si mesmo, para que se torne de fato uma pessoa apaixonante.

Seduzindo a si mesmo

Autenticidade é característica de gente grande. Não dá para arriscar ser você quando se é pequeno demais. Por isso, quem é pequeno interpreta, age de modo mascarado; mas quem é grande, é autêntico.

Amadurecer significa ter a ousadia de se colocar na sua relação e mostrar quem você realmente é, com todos os seus méritos e débitos. E para ter coragem o bastante de ser você, precisa reconhecer a importância da reciprocidade.

Reciprocidade é troca, é dar-se ao outro e recebê-lo como ele é. Para tanto, depois de reconhecer o prazer de estar com ele, precisa fazer o mesmo consigo mesmo: conhecer-se, interessar-se por si, apaixonar-se pela sua singularidade.

Caso contrário, terminará concedendo todo o espaço da relação para que o outro a ocupe e, em seguida, inevitavelmente ocupará o lugar de vítima. Aí, estará instalada a dinâmica doentia da insatisfação.

Você só poderá se sentir realizado, inteiro e autêntico quando aprender a reconhecer suas vontades e inseri-las no relacionamento. Pode (e deve, em alguns casos) ceder e deixar que as vontades do outro prevaleçam; mas perceberá que existe uma enorme diferença entre fazer isso conscientemente, com bom senso e justiça, e fazer somente para receber reconhecimento em troca.