Meu dia-a-dia...June 21, 2006 11:50 pm

.. compreendi que, em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E, então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome: auto-estima.

Quando me amei de verdade, pude perceber que a minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra as minhas verdades. Hoje
sei que isso é ser… autêntico.

Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo
isso de… amadurecimento.

Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não
é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é… respeito.

Quando me amei de verdade, comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável… pessoas, tarefas, crenças, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início,
minha razão chamou essa atitude de
egoísmo. Hoje sei que se chama… amor- próprio.

Quando me amei de verdade, deixei de temer meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo,
o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é saber viver a vida … intensamente.

Quando me amei de verdade, desisti de querer ter sempre razão e, com isso, errei muito menos vezes.
Hoje descobri a… humildade.

Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de me preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje
vivo um dia de cada vez… plenamente.

Quando me amei de verdade, percebi que a minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando eu a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande
e valiosa aliada.

“Assim que você pensar que sabe como são realmente as coisas, descubra outra maneira de olhar para elas.

Meu dia-a-dia... 11:49 pm

Fogueiras brilham nos morros
Figuras dançam ao redor, ao redor
Tambores que liberam para fora os ecos da escuridão
Movendo-se com o som pagão

Em algum lugar numa memória escondida
Imagens passam através dos meus olhos
Fragâncias da noite de palha e fogueiras
E dançando até o nascer do sol

Eu posso ver as luzes à distância
Brilhando na escuridão da noite
Velas e lanternas dançam e dançam
Uma valsa na Noite De Toda As Almas

Imagens de pé de milho aparecem nas sombras
Tão grandes quando às chamas
O cavaleiro verde segura o arbusto sagrado
Para marcar onde o ano velho passou

Fogueiras brilham nos morros
Figuras dançam ao redor, ao redor
Tambores que liberam para fora os ecos da escuridão
Movendo-se com o som pagão

Prostando-se na ponte que passa
O rio que vai para o mar
O vento está cheio de vozes
Eles passam pela ponte e por mim…

Tradução livre do original “All Souls Night”, de
Loreena McKennit, do CD “The Visit”, 1991.